L. Bronwstone
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    Caminhando no vale das sombras, eu via tudo, mas ao mesmo tempo não via nada, era trevas perpétua, eu não escutava nada, mas ao mesmo tempo escutava tudo, era o silêncio, a única coisa tangível era o breu das trevas, o vale das sombras é sombrio, é fácil encontrar a entrada mas difícil achar a saída, estava aponto de desistir, estava cansado, fui então capturado por três inimigos, o primeiro se chamava Tristeza, o segundo Cólera e o terceiro Desolação, eles me levaram para uma arena, fiquei prostrado no meio da arena, pude observar as arquibancadas, eram repletas de silhuetas, estavam lotadas, mas eu não conseguia ver os rostos de ninguém, as silhuetas gritavam, clamavam pela minha derrota, os três inimigos que me capturaram disseram:


      “Queremos você como prisioneiro, mas para isso temos que vencer, você terá sua chance de redenção, então derrote todos inimigos que aparecer, inclusive     nós.”

   De joelhos ainda no chão resolvi levantar, e encarar os inimigos, todos se preparam e as batalhas começaram...

 
    O primeiro que me enfrentou foi a Tristeza, era um lutador muito inteligente, realizava ataques não físicos mas psicológicos, ele trazia a tona todas as memórias que faziam eu ficar triste, foi uma dolorosa batalha, a primeira de muitas, a melhor forma de vencer foi me libertar de pensamentos tristes e pensar nas coisas alegres que eu já tive. Após ele não ter com o que me atacar, o que era tristeza se transformou em alegria.
 
    O segundo inimigo veio ao embate, era poderoso, se chamava Cólera, seus punhos, eram ardente como fogo, os socos eram como brasas, quando ele encostava em alguma parte do meu corpo tudo queimava, percebi que Cólera lutava com puro ódio, achei uma forma de vencer, abdiquei de todas as coisas da vida que faziam eu ter ódio e sentimentos negativos e resolvi me concentrar nas coisas de real importância, perdoei todos que faziam eu odiar, e os abençoei, o que era cólera se transformou em serenidade.
 
    
  Os inimigos ficaram bravos, perceberam que eu estava vencendo, resolveram trapacear, vieram dois inimigos de uma vez, eram gêmeos, Trevas e Escuridão, eles me enfrentaram, os punhos de ambos me faziam não ver o que estava a minha frente, eles me cegavam, os socos me faziam pensar que estava sozinho, não enxergava nada, mas um pensamento veio em minha mente, comecei a pensar em momentos que eu precisei de alguém e sempre tinha alguém pra me ajudar, em um reflexo observei um raio cair no meio da arena que estávamos lutando, e o que era trevas e escuridão foram tomados pela luz, metade da arena ficou iluminada. As silhuetas que estavam na arquibancada no lado que tinha luz se transformaram em rostos, alguns rostos até conhecidos, eles perceberam que eu podia vê-los, todos eles ficaram envergonhados, porque quando estavam protegidos pelas sombras eles clamavam a minha derrota.
 
   Veio o próximo inimigo, muito poderoso, o mais forte até o momento ele tinha a força de todos os inimigos que eu já tinha enfrentado era a Desolação, ele realizava ataques combinados, cólera, trevas, tristeza e sua própria desolação, era inabalável, se eu tivesse enfrentado ele na primeira luta com certeza eu teria perdido, mas como não foi, eu já conhecia a maioria dos ataques, mesmo assim foi difícil vencer,  mas venci, o que era desolação se transformou em consolação.
 
   Havia mais inimigos para enfrentar, mas ficaram todos com muito temor pelas minhas vitorias consecutivas, resolveram desistir,  e tudo tomou forma:
 
O que era escuridão e trevas se transformou em luz;
O que era cólera se transformou em serenidade;
O que era desolação se transformou em consolação;
O que era tristeza se transformou em alegria;
 
   O lugar foi tomado pela luz, consegui ver todos os rostos que antes eram silhuetas, muitos rostos conhecidos, os que murmuravam pela minha queda, se envergonharam, mas ao verem minhas vitórias,  me exaltaram.

   Consegui me livrar de todos os meus inimigos, estava em estado de paz comigo mesmo, a porta da saída apareceu, e  fui em direção a ela com um leve sorriso no rosto e com as mãos inclinadas para o céu agradecendo.
L Brownstone
Enviado por L Brownstone em 02/09/2017
Alterado em 17/11/2017
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